{"id":53,"date":"2022-06-23T12:47:15","date_gmt":"2022-06-23T15:47:15","guid":{"rendered":"http:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/propostas-aos-candidatos\/"},"modified":"2022-06-23T12:47:15","modified_gmt":"2022-06-23T15:47:15","slug":"propostas-aos-candidatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/?p=53","title":{"rendered":"Propostas aos candidatos nas Elei\u00e7\u00f5es 2022"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 12pt;\">Recomenda\u00e7\u00f5es do projeto &#8220;Cresce Brasil&#8221; nas \u00e1reas de petr\u00f3leo e g\u00e1s, energia el\u00e9trica, saneamento b\u00e1sico, rodovias, ferrovias e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s milhares de obras paralisadas no Pa\u00eds<\/p>\n<p><\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Desde 2006, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus 18 sindicatos filiados t\u00eam no projeto&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.crescebrasil.org.br\/\">\u201cCresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento<\/a>\u201d seu principal instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o pelo avan\u00e7o socioecon\u00f4mico, cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico do Pa\u00eds. A iniciativa tem coberto os diversos segmentos da nossa profiss\u00e3o, oferecendo propostas e avaliando criticamente as medidas adotadas pelos governos.<\/p>\n<p>Como os pr\u00e9-candidatos \u00e0 futura disputa das elei\u00e7\u00f5es presidenciais est\u00e3o preparando seus programas de a\u00e7\u00e3o, oferecemos aqui, a t\u00edtulo de colabora\u00e7\u00e3o, as ideias centrais do projeto ao qual os engenheiros se dedicam h\u00e1 15 anos.<\/p>\n<p>Como vem acontecendo na maioria dos pa\u00edses, desde que a pandemia do novo coronav\u00edrus se instalou, o papel dos Estados Nacionais tem se mostrado decisivo para atenuar a dram\u00e1tica perda de renda de suas popula\u00e7\u00f5es assoladas pelo aumento do desemprego, pela perda de suas moradias, pela necessidade de manter-se socialmente isoladas para evitar a contamina\u00e7\u00e3o e, no limite, pelo fantasma da fome. Aux\u00edlios emergenciais, complementa\u00e7\u00e3o de rendas, a distribui\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas e a suspens\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas foram adotadas em diversas partes.<\/p>\n<p>Mais do que isso, ficou patente que o modelo de economia de mercado e a solu\u00e7\u00e3o individual dos problemas mundiais, como praticado pela doutrina liberal, n\u00e3o consegue mais dar conta de diminuir o fosso entre segmentos populacionais submetidos a uma distribui\u00e7\u00e3o de renda crescentemente injusta.<\/p>\n<p>Independentemente das opini\u00f5es econ\u00f4micas individuais, conv\u00e9m aos novos governantes pensarem antecipadamente sobre programas assistenciais que possam vir a adotar, seja pela prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de dura\u00e7\u00e3o da atual pandemia, seja pela poss\u00edvel ocorr\u00eancia de novos fatos semelhantes causados por fen\u00f4menos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<p>Igualmente podem se frustrar as tentativas de buscar uma a\u00e7\u00e3o mais eficaz dos investidores, que, \u00e0 luz das incertezas mundiais generalizadas, tendem a se retrair, adotando posi\u00e7\u00f5es conservadoras e, assim, reduzindo a probabilidade de \u00eaxito de um programa de privatiza\u00e7\u00f5es. Sugerimos, portanto, que essa dificuldade seja levada em conta.&nbsp;<\/p>\n<p>Com base nas informa\u00e7\u00f5es e premissas acima, fazemos as recomenda\u00e7\u00f5es a seguir para setores espec\u00edficos da nossa economia.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"https:\/\/www.seesp.org.br\/site\/images\/Jornal_do_Engenheiro\/JE_551\/551Opiniao.png\" alt=\"551Opiniao\" width=\"700\" height=\"437\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Petr\u00f3leo e g\u00e1s<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Em 2008, ocorreu a fant\u00e1stica descoberta das reservas do pr\u00e9-sal pela Petrobras. Era a promessa da independ\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s, com atendimento pleno das demandas de combust\u00edveis f\u00f3sseis em territ\u00f3rio brasileiro, e ainda poder\u00edamos contar com excedentes para exporta\u00e7\u00e3o. Superadas as dificuldades para iniciar-se exitosamente a produ\u00e7\u00e3o, houve uma revers\u00e3o gradual de expectativas, resultando em explora\u00e7\u00e3o de parte significativa de nossas reservas por empresas multinacionais, vencedoras de leil\u00f5es promovidos pelo governo brasileiro. E foi adotada uma pol\u00edtica de pre\u00e7os baseada nas cota\u00e7\u00f5es internacionais do petr\u00f3leo, encarecendo muito a gasolina, o g\u00e1s de cozinha e o diesel, o que repercute fortemente no custo de vida, especialmente dos cidad\u00e3os mais pobres. O atual surto inflacion\u00e1rio est\u00e1 a recomendar a revis\u00e3o dessa pol\u00edtica pela Petrobras, como, ali\u00e1s, vem sendo debatido no Congresso.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Energia el\u00e9trica<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de novas formas de gera\u00e7\u00e3o de energias mais limpas (e\u00f3lica e solar) tem contribu\u00eddo para reduzir a depend\u00eancia do regime pluviom\u00e9trico, fundamental para a produ\u00e7\u00e3o, mais barata e menos poluente, de energia el\u00e9trica de base h\u00eddrica. Todavia, a escassez de chuvas e a impossibilidade de armazenamento dos ventos e dos raios solares acabou resultando na reativa\u00e7\u00e3o de usinas de reserva de base t\u00e9rmica, mais caras, que tem impactado fortemente o custo da eletricidade para os consumidores.<\/p>\n<p>Entre as demais formas de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, sugeridas pelo &#8220;Cresce Brasil&#8221; e que n\u00e3o foram adotadas, devem ser mencionadas a cogera\u00e7\u00e3o, o uso da biomassa (\u00e1lcool e madeira) como fonte t\u00e9rmica menos poluente e ainda a ado\u00e7\u00e3o significativa da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, que requer menor utiliza\u00e7\u00e3o de extensas linhas de transmiss\u00e3o para o transporte da energia produzida em locais afastados dos centros de consumo de carga. Referendamos todas essas recomenda\u00e7\u00f5es por julgarmos que permanecem vi\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Saneamento b\u00e1sico<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional de um novo marco regulat\u00f3rio para o saneamento foi feita com a promessa de que o Pa\u00eds possa melhorar o seu desempenho nesse setor, passando a oferecer \u00e1gua e esgotamento com qualidade para toda a nossa popula\u00e7\u00e3o. Entre os principais entraves que devem ser examinados cautelosamente sobre esse tema, est\u00e3o: concorr\u00eancia ou associa\u00e7\u00e3o entre empresas dos setores privado e p\u00fablico; import\u00e2ncia do papel a ser desempenhado pelas ag\u00eancias reguladoras; incremento de custos para os consumidores; e a tend\u00eancia mundial de revers\u00e3o de concess\u00f5es, sobretudo em diversos pa\u00edses da Europa.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Rodovias<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio anual de 2019 da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), o Pa\u00eds possu\u00eda 1.720.700km de rodovias, dos quais apenas 213.453km eram pavimentados. Desse total, 59% foram avaliadas como regulares, ruins ou p\u00e9ssimas.<\/p>\n<p>A extens\u00e3o das rodovias cresceu apenas 0,5% entre 2009 e 2019, enquanto o incremento da frota nacional de ve\u00edculos foi de 74,1% no mesmo per\u00edodo, passando de 59.361.642 para 103.363.180, com participa\u00e7\u00e3o crescente do n\u00famero de caminh\u00f5es, tratores e reboques.<\/p>\n<p>Essa disparidade entre a expans\u00e3o das rodovias e o aumento da frota justifica a demanda crescente de manuten\u00e7\u00e3o das vias para garantir a melhor seguran\u00e7a poss\u00edvel das condi\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fego. A conserva\u00e7\u00e3o das rodovias vicinais tamb\u00e9m exige o mesmo cuidado para permitir o acesso mais adequado \u00e0s regi\u00f5es fornecedoras de produtos agr\u00edcolas, pecu\u00e1rios e florestais.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos transportes urbanos e interurbanos de passageiros, o modal rodovi\u00e1rio tamb\u00e9m e\u0301 predominante, mas cabe destacar a presen\u00e7a crescente do transporte sobre trilhos nas regi\u00f5es metropolitanas.<\/p>\n<p><strong><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">Ferrovias<\/span><\/strong><\/p>\n<p>V\u00eam sendo tomadas algumas iniciativas para incrementar a rede de ferrovias, visando sua maior utiliza\u00e7\u00e3o para escoamento das cargas produzidas pelo agroneg\u00f3cio, em especial na regi\u00e3o Centro-Oeste, n\u00e3o apenas para o transporte entre as regi\u00f5es produtoras e os portos atl\u00e2nticos de Santos (SP) e Paranagu\u00e1 (PR), bem como criando novas alternativas para sa\u00edda de produtos pelos rios amaz\u00f4nicos. A renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es a vencer das empresas privadas foi a f\u00f3rmula utilizada para permitir o desenvolvimento do trecho sul da Ferrovia Norte-Sul, pela Rumo, e da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste (Fico), por meio da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).<\/p>\n<p>No caso da Norte-Sul, a concess\u00e3o de 1.500km de extens\u00e3o, entre Porto Nacional (TO) e Estrela d\u2019Oeste (SP), j\u00e1 se tornou efetiva, permitindo a liga\u00e7\u00e3o com Santos pela Malha Paulista, que j\u00e1 era operada pela Rumo.<\/p>\n<p>A Fico teve seu projeto inicial melhorado e dever\u00e1 ligar Mara Rosa (GO) a Lucas do Rio Verde (MT), totalizando 1.641km, servindo para permitir o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de Mato Grosso via Santos e constituindo-se em passo importante para a futura execu\u00e7\u00e3o da Ferrovia Transamericana, que permitir\u00e1 ensejar o acesso dos centros produtores do Centro-Oeste, atrav\u00e9s da Bol\u00edvia e do Peru, at\u00e9 os portos de Antofagasta ou Arica, no Chile, e Ic\u00f3, no Peru.<\/p>\n<p>J\u00e1 o projeto da EF-170, a Ferrogr\u00e3o, que ligar\u00e1 Sinop (MT) a Miritituba (PA), dever\u00e1 demandar prazo de execu\u00e7\u00e3o mais alongado, pois ainda precisam ser superados obst\u00e1culos ambientais e legais, bem como realizadas todas as etapas de estudos e projetos at\u00e9 se desencadear o investimento total de mais de R$ 15 bilh\u00f5es, necess\u00e1rio para sua implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais recentemente, foi concedida pelo governo \u00e0 empresa Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin) a liga\u00e7\u00e3o entre Caetit\u00e9 e o Porto de ilh\u00e9us, primeiro trecho da Ferrovia de Integra\u00e7\u00e3o Oeste-Leste, para permitir a exporta\u00e7\u00e3o dos min\u00e9rios extra\u00eddos pela companhia.<\/p>\n<p>Outra iniciativa conjunta, dos governos federal e pernambucano, possibilitou a recente outorga \u00e0 Bemisa Holding S.A.-Mina Baratinha do trecho de 717km da Transnordestina, situado entre Curral Novo (PI), passando por Salgueiro e chegando ao Porto de Suape (PE).<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Obras p\u00fablicas inconclusas<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A FNE incluiu na edi\u00e7\u00e3o \u201cRecupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia\u201d do \u201cCresce Brasil\u201d a proposta de retomar as obras paralisadas. A medida contribuiria para a cria\u00e7\u00e3o de novas oportunidades para os engenheiros e demais categorias que atuam na constru\u00e7\u00e3o civil direta ou indiretamente.<\/p>\n<p>Quais crit\u00e9rios possibilitam classificar uma obra como inconclusa? H\u00e1 mais de um, e apresentaremos a seguir tr\u00eas exemplos. A Caixa Econ\u00f4mica Federal estabelece que s\u00e3o obras que apresentam evolu\u00e7\u00e3o inferior a 1% do cronograma f\u00edsico inicialmente contratado, em um per\u00edodo cont\u00ednuo de 90 dias. J\u00e1\u0301 de acordo com o Tribunal de Contas da Unia\u0303o (TCU), uma obra e\u0301 tida como paralisada se n\u00e3o possui execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria ha\u0301 mais de um ano, ainda que tenha contrato vigente. Por fim, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso definiu obra paralisada como aquela declarada como tal pelo gestor, com um ano ou mais sem medi\u00e7\u00e3o, ou ainda quando o contrato foi rescindido e a obra, n\u00e3o conclu\u00edda.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es apuradas a partir de diversas fontes, o volume de recursos desperdi\u00e7ados, por for\u00e7a da interrup\u00e7\u00e3o de obras, atinge montantes elevados, como veremos a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li>Em 1995, comiss\u00e3o do Senado destinada a inventariar as obras inacabadas verificou a exist\u00eancia de mais de 2 mil obras inconclusas, com disp\u00eandios acumulados de mais de R$ 15 bilh\u00f5es, \u00e0 \u00e9poca.<\/li>\n<li>Em 2007, o TCU, em trabalho realizado sobre 400 obras n\u00e3o conclu\u00eddas no valor acumulado de R$ 3,342 bilh\u00f5es, publicou o Aco\u0301rda\u0303o 1.188\/2007, do qual resultou uma recomenda\u00e7\u00e3o expressa de que passasse a ser mandat\u00f3rio um levantamento completo das obras p\u00fablicas em andamento para permitir seu acompanhamento e a detec\u00e7\u00e3o de problemas em sua execu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Um outro levantamento, desta vez por iniciativa conjunta da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil e do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), tomando em conta apenas informa\u00e7\u00f5es de duas comiss\u00f5es constitu\u00eddas separadamente no Congresso Nacional (a Comiss\u00e3o Especial do Senado Federal de Obras Inacabadas \u2013 Ceoi e a&nbsp; Comiss\u00e3o Externa da C\u00e2mara dos Deputados \u2013 Cexobras), somente para acompanhar as obras do governo federal, e considerando-se somente aquelas administradas pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes,&nbsp; apresentou 7.439 inconclusas em dezembro de 2016.<\/li>\n<li>Por fim, o Governo Temer lan\u00e7ou, em novembro de 2017, o programa \u201cAgora e\u0301 avan\u00e7ar\u201d, de responsabilidade do Minist\u00e9rio do Planejamento, Desenvolvimento e Gest\u00e3o, tendo por objetivo retomar 7.439 obras que se encontravam paralisadas e completa\u0301-las at\u00e9 o fim de 2018. As obras referidas dizem respeito aos setores de log\u00edstica, \u00f3leo e g\u00e1s, defesa, pol\u00edtica social, habita\u00e7\u00e3o, mobilidade urbana, saneamento e energia. O conjunto representava um valor somado de R$ 76,7 bilh\u00f5es, com todas as obras na \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o do governo federal, sem incluir obras estaduais e municipais.<\/li>\n<li>Em 2020, foi criado um programa semelhante, por iniciativa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), contando com a participa\u00e7\u00e3o de diversos \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal e que recebeu o nome de \u201cDestrava\u201d.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Somente considerando os dados das fontes acima citadas e sem levar em conta as obras inconclusas a cargo de estados e mun\u00edcipios, podemos afirmar que o preju\u00edzo causado aos cofres p\u00fablicos por mais de 10 mil obras paralisadas alcan\u00e7a valor superior a R$ 100 bilh\u00f5es, o que demonstra a necessidade de ser buscada uma solu\u00e7\u00e3o para esse ingente problema.<\/p>\n<p>As interrup\u00e7\u00f5es de obras devem-se a m\u00faltiplas causas, ora por responsabilidade da empresa contratada, ora por culpa do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico contratante, ou de ambos, contratante e contratado, e ainda por outros motivos fortuitos.<\/p>\n<p>A FNE entende que a abordagem do problema das obras inconclusas pode representar a mais importante iniciativa para permitir a recomposi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida dos empregos perdidos no recente ciclo de desacelera\u00e7\u00e3o da economia brasileira, ensejando simultaneamente a r\u00e1pida oferta de trabalho para as empresas e para os profissionais da engenharia, atingindo outrossim o objetivo de aumentar a oferta de equipamentos e servi\u00e7os p\u00fablicos nas mais diversas \u00e1reas, como sa\u00fade (hospitais, postos de sa\u00fade, ambulat\u00f3rios, cl\u00ednicas, laborat\u00f3rios de imagem e exames cl\u00ednicos); educa\u00e7\u00e3o (escolas, creches, institutos, faculdades); seguran\u00e7a p\u00fablica (pres\u00eddios, delegacias, postos de fiscaliza\u00e7\u00e3o nas estrada, postos de fronteira); e vias de transporte (trechos de estradas, pontes, viadutos, obras de arte em geral).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin: 5px; float: left;\" src=\"https:\/\/www.seesp.org.br\/site\/images\/Jornal_do_Engenheiro\/JE_551\/Carlos_Monte_45912.jpg\" alt=\"Carlos Monte 45912\" width=\"68\" height=\"102\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<em>Carlos Saboia Monte \u00e9 consultor e coordenador t\u00e9cnico do projeto \u201cCresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recomenda\u00e7\u00f5es do projeto &#8220;Cresce Brasil&#8221; nas \u00e1reas de petr\u00f3leo e g\u00e1s, energia el\u00e9trica, saneamento b\u00e1sico, rodovias, ferrovias e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s milhares de obras paralisadas no Pa\u00eds Desde 2006, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus 18 sindicatos filiados t\u00eam no projeto&nbsp;\u201cCresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento\u201d seu principal instrumento de mobiliza\u00e7\u00e3o pelo avan\u00e7o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-53","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cresce-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/53","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=53"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/53\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=53"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=53"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novo.crescebrasil.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=53"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}